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Cafeína: mocinha ou vilã?


segunda-feira, 6 de abril de 2009

Muito se fala sobre a cafeína, mas afinal quais são os benefícios e malefícios do seu consumo?

Por Alessandra Siedschlag e Ana Paula Xavier


Quando se fala em cafeína, impossível não vir à mente a imagem de uma bela e fumegante xícara de café. Mas na realidade, ela também está presente em outros produtos, como chás, refrigerantes, chocolate e em alguns analgésicos. Ou seja, estamos expostas a ela o tempo todo.



É comum vermos, vez ou outra, um alimento que já integrou o bando dos vilões, como o ovo ou a carne de porco, ser absolvido pela comunidade científica - e, às vezes, até exaltado. Por isso, entrevistamos dois profissionais para descobrir: afinal, a cafeína é mocinha ou é vilã?

O cardiologista com prática em ortomolecular Dr. Fábio Cesar dos Santos nos lembra que antigamente se dizia que tomar café demais fazia mal. Mas quanto era este "demais"? Depois disso, afirmava-se que o café, em pequenas doses diárias, não era tão maléfico assim. Mas quanto eram estas "pequenas doses"?

"Na verdade, havia muita desinformação", diz o médico. "Pesquisas recentes mostram que os benefícios são muitos. A cafeína age como estimulante do físico e do mental, ajuda o cérebro na captação de informações, melhora o humor. Os remédios para dor de cabeça costumam ter cafeína, porque ela impede a dor na fase da vasodilatação, por ser um vasocostritor." Ainda segundo o cardiologista, tem sido demonstrado o poder do café em doenças respiratórias, como asma, e também na redução do diabetes tipo 2 e no tratamento de pacientes com Alzheimer. "Outro fator importante a ser observado é a tolerância do organismo e a tolerância genética à cafeína. Estudos mostram que entre 200 e 300ml de café por dia não trazem danos à saúde", conclui ele.



Cafeína e esportes

A cafeína comprovadamente ajuda a melhorar o rendimento dos atletas, porque mobiliza os depósitos de gordura e os usa como fonte de energia, em vez de usar o glicogênio muscular. Poupando o glicogênio, o corpo demora mais para atingir a fadiga. Já se demonstrou uma melhora no desempenho esportivo depois de se ingerir de 3mg a 6mg de cafeína por quilo de peso corporal.

Apesar de melhorar o desempenho em esportes, a cafeína não é considerada doping desde 2003.



Mas nem tudo são flores...

A nutricionista Suzigley do Nascimento Santiago não é tão entusiasta assim. "Eu só vejo malefícios. Primeiro que qualquer alimento em excesso prejudica a saúde, e a cafeína é um estimulante gástrico, e estimula também o sistema nervoso central. Quanto maior a quantidade, pior ela é", diz Suzigley. "O estado de alerta não é natural, porque a pessoa recebeu muito estímulo e está indo além do que a capacidade do corpo permitiria. Portanto, isso não faz bem."

Sobre os problemas que podem ser causados pela cafeína, o Dr. Fábio cita alguns: pode haver um aumento de problemas cardiovasculares. Pessoas com predisposição a problemas cardíacos relataram palpitações após beberem café. Em excesso, o café pode provocar insônia e perda de cálcio, e há indícios de que no primeiro trimestre de gestação ele aumenta o risco de aborto.

Serviço:
Dr. Fábio Cesar dos Santos (11) 4992 6998
Suzigley do Nascimento Santiago (11) 9498.6898

Fonte: IG Beleza

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