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Se você prestar atenção no que coloca no prato também dá para sentir a diferença no tamanho da barriguinha. E não estamos falando da quantidade, mas da qualidade da comida. Confira as orientações da nutricionista Ligia Henriques Ferreiro, de São Paulo, para ajudar a murchar o abdômen.

por Christina Biltoveni | foto Célia Mari Weiss.


1• Fique longe de bebidas com gás
que dilatam o estômago (inclusive os refrigerantes diet ou light, pois contêm adoçantes que podem provocar gases). Troque por chá verde ou branco sem conservante ou adoçante. Ricos em substâncias termogênicas e antioxidantes, eles não só ativam o metabolismo como desintoxicam e desincham. Mas evite líquidos durante a refeição. Quando você bebe enquanto come, dilui os ácidos digestivos e os alimentos demoram mais para ser digeridos, o que provoca inchaço.


2• Evite doces, pães e biscoitos feitos com farinha branca

com alto índice glicêmico, viram açúcar no sangue rapidamente, favorecendo o estoque de gordura na barriga. Substitua-os pelos integrais. Ricos em fibras, com índice glicêmico baixo ou moderado, demoram mais tempo para ser transformados em açúcar no sangue - e têm vitaminas do complexo B, fundamentais para manter o intestino saudável.


3• Não abuse da carne vermelha

pois ela demora para ser digerida, ficando mais tempo no organismo e dilatando o abdômen. Prefira peixes como salmão e atum. Magrinhos, são fontes de ômega 3, ácido graxo que é antiinflamatório e combate os radicais livres.



4• Nada de embutidos como salsicha, linguiça,
bacon, salame, mortadela

todos contêm muito sódio, que aumenta a retenção de líquidos e provoca inchaço. Também maneire a quantidade de sal, pois em excesso retém líquido. No lugar dele, recorra a temperos que são queimadores de gordura, como gengibre, pimenta, canela e mostarda, que são termogênicos e fazem o metabolismo colocar o pé no acelerador.



5• Atenção às fibras

Para o intestino funcionar bem, é necessário consumi-las. Mas se você não beber água suficiente para hidratá-las, ficam ressecadas e congestionam o intestino, aumentando a produção de gases e provocando cólicas. Então, combine as duas coisas: fibras e água - 2 litros por dia é uma boa medida.



6• Fuja de alimentos que inflamam as células, impedindo que exerçam bem suas funções
Os principais vilões? Leite e derivados, que em excesso fermentam e estufam, principalmente nas mulheres que têm intolerância à lactose. Se você não consegue ficar sem, beba só um copo por dia. Descarte biscoito recheado, manteiga, batata frita e ovo frito, que são ricos em gordura saturada ou trans e aumentam o depósito de gordura justamente na barriga.


7• Consuma alimentos que ajudam
a combater inflamações

Os campeões são alho cru e cebola (cheios de nutrientes antioxidantes), amêndoa, castanha-do-pará e azeite de oliva extravirgem (com gordura do bem, ajudam a diminuir o índice glicêmico dos carboidratos e são essenciais para a absorção dos antioxidantes anti-inflamatórios presentes nas verduras).


8• Cuidado com feijão, couve, brócolis e repolho

Para algumas mulheres, esses alimentos provocam prisão de ventre e estufam a barriga. No caso do feijão, o truque é deixar o grão de molho e trocar a água várias vezes para eliminar as substâncias que provocam a fermentação. Já as verduras citadas acima não podem ser totalmente retiradas do cardápio, pois contêm nutrientes essenciais para o bom funcionamento do organismo. Um truque é eliminá-las do prato por uma semana quando tiver um compromisso e quiser exibir a barriga superseca.


9• Aeróbico para queimar os excessos

Correr, pedalar, pular corda... Qualquer uma dessas atividades é essencial para conquistar uma barriga lisinha e uma cintura modelada. Afinal, os resultados da aula de abdominal só vão aparecer depois que a gordura que insiste em se alojar no pedaço for exterminada. Então, dá-lhe aeróbico. Além disso, esse tipo de exercício é tiro e queda para afastar o stress. O que a tensão tem a ver com as sobras no abdômen? Tudo. Quando você está de cabeça quente, o organismo estimula as glândulas supra-renais, que fabricam adrenalina e cortisol (hormônios que preparam você para enfrentar situações de perigo). O cortisol se alia à insulina e, juntos, favorecem o depósito de gordura. O ideal é escolher uma modalidade e praticá-la, no mínimo, de 30 a 40 minutos - de 3 a 5 vezes por semana.

Fonte: Revista Boa Forma

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