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Difícil saber quando um quadro leva a outro mas tem como descobrir analisando alguns sinais que a psicologia mostra

Por Renata Rode

É muito difícil saber com clareza se é a obesidade que provoca a depressão ou a depressão a obesidade. Estudos relatam que ambos os transtornos estão muito interligados. Para a psicóloga Cleuse Nogueira, tanto para depressão quanto para a obesidade existem diversos fatores emocionais e sociais que estão envolvidos e provocam muito sofrimento. “O mais comum é encontrarmos pessoas, principalmente jovens pré-adolescentes e adolescentes entrando na fase adulta, em que o excesso de peso e a baixa auto estima contribuem para uma depressão”, explica a especialista.


Também existem casos em que a pessoa deprimida teve aumento de peso em até 20% mas isso não é suficiente para definir um quadro. “Na depressão geralmente ocorre uma falta de apetite, falta de vontade de fazer as atividades que antes eram prazerosas, alteração do humor,
diminuição da libido, desejo de isolamento, entre muitos outros sintomas”, conta Cleuse.


Quando colocamos emoções no alimento

Ilusão. É a palavra que define o que é comer por impulso. “A pessoa que come compulsivamente está colocando no alimento uma série de fantasias e emoções que a leva a pensar que o alimento é o único responsável que irá preencher o seu vazio existencial”, diz a psicóloga.

Para que haja uma melhora na qualidade de vida da pessoa que come de maneira descontrolada, é necessária ajuda profissional. Regimes e dietas, muitas vezes, acabam se tornando um outro ato compulsivo e não um tratamento adequado.

Viver hoje em grandes metrópoles está contribuindo para o surgimento de muitos outros malefícios que antigamente não existiam, como Síndrome do Pânico, Ansiedade, Bulimia e Anorexia, por exemplo. “O sintoma da ansiedade é uma sobrecarga de conteúdos emocionais que, em geral, levam uma pessoa a ter alta freqüência de atividade e excitabilidade. Esse pico de emoções, na maioria das vezes, não deixa a pessoa dormir, causando insônia e outras desordens físicas ou emocionais. “Na depressão ansiosa o indivíduo terá dificuldade em dormir ou dorme e acorda no meio da noite. A sensação de vazio ou de que seus objetivos não vão prosperar leva a pessoa a acordar cedo e mesmo que não saia da cama, os pensamentos são recorrentes e acelerados”, explica.

A ansiedade pode também ser uma resposta psíquica para se ajustar, buscando o equilíbrio emocional. Na passagem da infância para a adolescência e em todas as mudanças significativas de vida pode ocorrer esse transtorno ora por conta das pressões ambientais, ora por uma alta exigência pessoal. Podemos dizer que é uma iniciação das fases de vida que não são elaboradas na sociedade moderna. Assim corpo e mente são afetados pelo estado ansioso de inúmeras maneiras e que sempre estará na dependência do modo como a pessoa lida com seu estado emocional.

A alimentação pode vir a ser um fator de grande importância na vida de uma pessoa ao ponto de causar muito sofrimento psíquico, fazendo com que ela se isole do convívio familiar ou social, além de colaborar com muitos outros transtornos em sua vida afetiva, e, até mesmo, profissional. Quando isso acontece é sempre importante que a pessoa procure ajuda de um profissional. Fazer regimes ou dietas por conta própria nunca é aconselhado.

“Todas nós conhecemos diversos fatos reais em que nossos amigos ou conhecidos através de regimes e dietas sem orientação especializada, sofreram outros danos físicos e psíquicos. Portanto se a pessoa está sofrendo por transtornos alimentares e a vida está um caos por conta da alimentação, é necessário e muito importante procurar ajuda médica e psicológica com o objetivo de transformar essa história”, alerta Cleuse. Só assim é possível uma mudança saudável, responsável e segura, que perdura por mais tempo, evitando o temido efeito sanfona.

Fonte: Site itodas.uol.com.br

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1 comentários:

SMM disse...

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Valeu!